Em parceria com Observatório da Discriminação Racial, Odabá e Ministério Público do Trabalho, cerca de 600 pessoas participaram das atividades na sede da Federação Gaúcha.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em parceria com a Federação Gaúcha de Futebol (FGF), o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, a Odabá – Associação de Afroempreendedorismo – , e o Ministério Público do Trabalho (MPT), promoveu uma série de palestras educativas contra o racismo durante a Liga de Desenvolvimento CBF Transforma.
O evento, realizado no auditório da FGF nesta segunda-feira (31), reuniu cerca de 600 participantes, entre atletas e comissões técnicas das 24 equipes participantes da competição, reforçando o compromisso da entidade com a formação cidadã e com a educação antirracista desde as categorias de base.
As atividades incluíram palestras, dinâmicas interativas e a exibição do vídeo oficial da FIFA sobre o novo protocolo global de combate ao racismo, já adotado pela CBF em todas as suas competições.
Marcelo Carvalho, diretor-executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, destacou a importância de conscientizar os jovens atletas.
“Este trabalho é de suma importância, pois estamos formando uma nova geração de jogadoras e jogadores que denunciam e falam sobre racismo. Para isto, o auxílio das federações e dos clubes é fundamental. Essas entidades tem um poder enorme de comunicação, pois conseguem dialogar com todas as classes sociais. Quando elas falam sobre racismo, o torcedor está ouvindo. Portanto, é de suma importância que as entidades abram as portas e promovam ações como essa”, reforçou Carvalho.
Nina Fola, socióloga da Odabá e coordenadora do projeto “Protocolo Zero: Fim de Jogo para o Racismo”, implementado em parceria com a FGF, conduziu sessões de letramento racial, explicando conceitos como racismo estrutural e suas manifestações no esporte.
“O trabalho de letramento racial nas categorias de base é essencial para que os jovens atletas compreendam o contexto histórico e estrutural do racismo e saibam como enfrentá-lo. Fico muito feliz de poder conversar com estes adolescentes, pois eles vão levar a nossa mensagem adiante e nos ajudar a construir uma sociedade mais justa”, afirmou Fola.
O procurador do MPT-RS, Dr. Bernardo Schuch, apresentou a revista de quadrinhos “Antirracismo Futebol Clube”, desenvolvida em parceria com a CBF e o Observatório. A publicação retrata situações reais para incentivar o reconhecimento e a denúncia de casos de racismo.
“Iniciativas como essa são fundamentais para mobilizar os jovens e reforçar que essa é uma luta de toda a sociedade. A CBF está de parabéns por promover esse momento de reflexão e conscientização, em conjunto com a FGF, o Observatório e a Odabá”, pontuou Schuch.
A Federação Gaúcha, representada por seu secretário-geral Mauro Rocha, diretor financeiro Marcelo Ducati e diretor de segurança Rogério Stumpf, reforçou o apoio institucional à iniciativa.
“Combater o racismo é um dever de todos. Estamos honrados em sediar um evento que alia competição esportiva à construção de uma sociedade melhor e mais justa, compartilhando práticas como o Protocolo Zero que desenvolvemos em conjunto com a Odabá”, disse Rocha.
As ações educativas introduzidas na edição 2025 da Liga de Desenvolvimento CBF Transforma reforçam o compromisso da CBF com a formação integral de jovens atletas e com a erradicação do racismo. Ao disseminar informação e reforçar a necessidade de ações concretas, desde as categorias de base, a iniciativa contribui para formar atletas mais conscientes e engajados, em prol de um ambiente de respeito no esporte e, sobretudo, de uma sociedade mais justa e igualitária.